Quinta-feira, Maio 22, 2008

Uma vitória do Bloco de Esquerda

Os condenados por pedofilia podem adoptar crianças em Portugal, esta é, sem sombra de dúvidas, uma grande vitória do Bloco de Esquerda.

Quinta-feira, Março 27, 2008

Athletic




Onde está a mística do Athletic?

A mística continua na equipa sénior, que merece o meu apoio, mas as camadas jovens Athletic são uma vergonha para os nossos irmãos bascos.




Com jogadores africanos o Athletic passará a ser apenas mais um clube como todos os outros, e deixará de ser um símbolo de Bizkaia e do povo Basco. Sinais dos tempos.

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Racismo no futebol

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Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

Novas Farsas Socialistas

No último debate mensal do ano no Parlamento, Santanas Lopes, o líder parlamentar social-democrata, deu como exemplo o programa de formação Novas Oportunidades por ser possível, a alguém com mais de 18 anos, "obter em três meses" um grau escolar - o 9.º ano por exemplo - que "os filhos dos portugueses só conseguem em três anos". "Que sinais são os que estamos a dar aos nossos jovens?

Talvez Sócrates se inspire no sua experiência pessoal, a forma como “obteve” a sua “licenciatura” é conhecida por todos.
Talvez dentro em breve o Partido Socialista atribua o grau de licenciatura em 15 dias a quem apareça uma única vez num centro de “formação”, para depois propagandear aos quatro ventos que em Portugal todos são licenciados.

Eu tenho sérias dúvidas que estes alunos das “novas oportunidades” consigam resolver sequer um exame da 4ª classe.

Os Centros de Certificação de Competências são uma farsa.

Num mundo cada vez mais competitivo e exigente, Sócrates promove a ignorância e o facilitismo.

Com Sócrates ficaremos piores que a Albânia.

Quarta-feira, Novembro 21, 2007

“Racismo” é ciência

As afirmações do conceituado cientista James Watson, Premio Nobel da Medicina em 1953 e responsável pela descoberta da molécula de DNA foram muito mal recebidas pelos politicamente correctos.

Os politicamente correctos tentam convencer as mentes mais frágeis que “somos todos
iguais”, tentando que os nossos jovens acreditem que “racismo é burrice”.

Os testes de QI (quociente de inteligência) apontam que há diferenças entre raças, com os brancos a obterem resultados em media muito superiores aos resultados obtidos pelos negros.

Qualquer espécie de “afirmação positiva” é uma desgraça para qualquer território, já que se baseia numa igualdade que não existe.

Os resultados dos testes citados por Watson são muito confiáveis, já que todos os países da África Sub-Sahariana obtêm resultados extremamente baixos nos testes de QI. Podemos discutir o que isso significa, mas os números são realmente baixos, não há volta a dar. Isto não é uma afirmação racista, é uma análise científica.
Os seres humanos evoluem de maneira diferente em partes diferentes do mundo. A ciência actual está ao lado de Watson. Costumava-se dizer que os seres humanos eram tão parecidos geneticamente (com 99,6% de genes idênticos) que não poderia haver diferenças importantes. Ouvíamos frases como "Não houve tempo suficiente desde que os humanos deixaram a África para que se tenham desenvolvido diferentemente". Pois a ciência diz-nos claramente que, ainda que o ser humano partilhe muitos genes, aquele número comparativamente pequeno de genes que não é partilhado pode produzir diferenças muito grandes entre grupos etnicos.

Diferenças entre raças existem quanto à probabilidade de vir a ter certas doenças, quanto à aparência física e existem também em relação à habilidade intelectual, já que cada raça sofreu pressões evolucionárias diferentes.
As reacções do Museu de Ciências de Londres, que cancelou a conferência do Dr Watson, e do Laboratório Cold Spring Harbor, que o demitiu, são uma desgraça para a humanidade.
Watson fez aquilo que a ciência deve fazer. Dizerem que não podemos lidar com as afirmações de Watson e que há algumas coisas que estão fora da jurisdição cientifica é simplesmente ridículo! Especialmente quando essa questão específica do “racismo” tem um corpo muito sério de estudos científicos conduzidos que tornam o assunto extremamente legítimo.
Watson foi chamado de racista, intolerante, e não me espantarei muito se vir a sua fotografia e a de Hitler lado a lado num qualquer jornal. As mesmas instituições que sempre veneraram Watson, e que com ele trabalharam, ao alterarem a sua postura perante o cientista mostram claramente que não acreditam em diálogo intelectual livre.

Até porque a propria evidência empírica não favorece o argumento da igualdade entre os homens, pela simples razão de que eles não são iguais. E a oposição ao racismo não pode depender de uma ficção filosófica que começou a ser escrita por John Locke no século XVII, ao criar o conceito de "tábula rasa", segundo o qual os homens nascem como uma folha em branco, e que todo o conhecimento que adquirem, bem como as diferenças que acabam por desenvolver, é fruto das condições externas a que são submetidos. Um rápido passeio pelos rudimentos da neurologia mostra que já nascemos, senão prontos, pelo menos com uma série de estruturas mentais pré-definidas. E elas têm muito em comum, mas em certos pontos variam significativamente de pessoa para pessoa. Embora Locke seja um dos pais espirituais do liberalismo, a "tábula rasa" fez carreira entre pensadores de esquerda do século XX. Por alguma razão obscura, em vez de defender que todos devem ter os mesmos direitos, resolveram que a igualdade deveria ser um dado da natureza, mesmo que isso contrariasse o senso comum, a ciência e as observações directas.

É engraçado como os politicamente correctos estão dispostos a aceitar diferenças entre pessoas (fulano é mais inteligente do que sicrano), mas não entre grupos étnicos. Em relação a alguns assuntos, comportam-se como se os filhos não fossem parecidos com os pais, e como se não houvesse algo chamado hereditariedade, que é dada pelos genes, e que contribui para a expressão das mais variadas características.
Esses politicamente correctos não se opõem a juízos do tipo “negros são em média mais rápidos do que os brancos no atletismo”, mas basta alguém sugerir que os brancos têm uma inteligência média (definida por testes de QI) superior à do grupo de ascendência africana para desencadear uma revolução.

Terça-feira, Novembro 13, 2007

Debate dos vassalos

http://jn.sapo.pt/2007/11/13/porto/regionalizacao_divide_personalidades.html

Alguns conhecidos vassalos participaram dum debate realizado e transmitido pela TSF.
Não ouvi o debate, li apenas o que foi publicado no JN.

Verifiquei que, um vassalo tradicional, Ludgero Marques, ao qual já dediquei um texto, esteve ao seu nível habitual, ou seja, foi ridículo. Vejamos o seu discurso:

"O Norte é um posicionamento, uma atitude"

Só me resta dizer que o Norte é um ponto cardeal, alias o nome defendido por eles até é bom para estas parvoíces.
Ao menos Ludgero recordou-nos que foi "sempre anti-regionalista" e que defende, sim, a criação de "grandes metrópoles"…"A regionalização é feita para os políticos", criticou ainda, preferindo uma "metropolização".
Não se percebe como é que uma das principais avenidas da cidade tenha o nome duma organização que é liderada por este individuo, ou se calhar até se percebe…

Por sua vez o presidente da Fundação de Serralves, António Gomes de Pinho terá tentado esconder a sua posição durante o debate transmitido na TSF, e só quando foi questionado directamente pelo JN é que assumiu que era contra a regionalização. Se continuar assim talvez metam o nome dele numa qualquer Avenida daqui do Porto. Discutir a regionalização "fazia sentido há 20 anos" diz António Gomes de Pinho, ele lá saberá porque fazia sentido discuti-la à 20 anos e agora já não faz.

Estes indivíduos são os principais responsáveis pelo subdesenvolvimento do "Norte".

O problema nem sequer é novo, somos uma espécie de comunidade sem cabeça, há muitos séculos que não existe uma elite que possa servir de modelo ao nosso povo.

Quarta-feira, Março 28, 2007

Socialistas contra a nossa etnia

Tem sido bastante noticiado o despejo de alguns indivíduos da comunidade cigana,que são sustentados pelo rendimento mínimo em Campanhã.

Até aqui tudo normal, no entanto, e como já seria de esperar surgiu em cena um conhecido e velho inimigo do nosso povo Calaico, de seu nome Pedro Bacelar Vasconcelos, que, para quem não sabe, enquanto governador civil de Braga ficou conhecido por defender ciganos, não hesitando em lutar contra a nossa população da freguesia de Oleiros. Nós não esquecemos!

O Partido Socialista mostrou que está contra os portuenses ao colocar este inimigo declarado do nosso povo como cabeça de lista à assembleia municipal nas últimas eleições autárquicas. E infelizmente houve quem cometesse a inconsciência de votar no Partido Socialista, elegendo Pedro Bacelar.

Já esperávamos portanto, que à primeira oportunidade ele desse a cara.

Conforme é publicado no Jornal de Noticias de hoje, Pedro Bacelar acusou o Executivo de Rui Rio de "ter um preconceito" em relação às pessoas em causa e defendeu que "a situação não devia resolver-se sem previamente planear o realojamento. A que se deve esta pressa?", questionou.

A Câmara foi também acusada de ser racista, por um representante da SOS Racismo - "Discrimina as suas raízes e costumes culturais. Por que razão nunca foram integrados?”

Perante isto só posso dizer que quem discrimina as raízes e costumes culturais os ciganos são estes multi-culturalistas, que pretendem à força “integrar” os ciganos, quando os próprios ciganos não querem integrar-se, preferindo continuar a viver do rendimento mínimo pago por todos nós.

Convém recordar que ainda no último fim-de-semana um Policia foi esfaqueado na Ribeira por um negro, e que nessa altura nem o SOS racismo nem o Pedro Bacelar se manifestaram.

Pedro Bacelar tem de facto um curriculum invejável no combate ao racismo, mas só quando as vitimas não são Brancas/Calaicas!

Terça-feira, Março 13, 2007

Farsa

O primeiro-ministro elegeu a pseudo-qualificação como "prioridade" para a segunda metade da legislatura, que hoje começa, propondo-se atribuir até 2010 equivalência ao 12º ano a um milhão de trabalhadores portugueses.

"Até 2010 queremos que, dos 3,5 milhões de trabalhadores que não têm o secundário, um milhão tire o 12º ano" afirma José Sócrates.

O governo pretende atribuir habilitações a quem não sabe absolutamente nada, a quem não se sentou sequer numa sala. É que os “alunos” em questão não vão frequentar o 12º ano, vão receber equivalência ao 12º, o que é muito diferente.

Uma farsa que pretende falsificar (eles pretendem dizer “elevar”) as qualificações dos portugueses, piorando a já de si má imagem que Portugal tem.

E porque piora?
Reparemos no sinal que é dado aos investidores.
Entre abrir uma fábrica, ou dar um emprego a um eslavo ou a um chinês com o 9º ano, e dar emprego a um português com o 12º o que fará esse investidor?

Dará o emprego ao chinês ou ao eslavo, porque o chinês tem o 9º ano, o português apesar de “ter” o 12º na realidade possui apenas a 4ª classe.

Mas pensam que enganam as empresas e o mercado com este chico-espertismo de trazer por casa?
O mercado tratará de distinguir os trabalhadores portugueses pseudo-formados dos estrangeiros que possuem realmente essa formação.

Mais um passo rumo ao abismo. Ainda por cima serão investidos muitos milhões nesta farsa chamada "Novas Oportunidades", quem sabe se esses milhões não seriam os tais destinados ao "norte", mas que afinal de contas vão ser gastos nestas pseudo-“formações”.

Mau demais para ser verdade.

Segunda-feira, Março 12, 2007

Angola vinga herói benfiquista

Várias centenas de portugueses foram alvo duma acção policial, acabando na Polícia de Luanda, para onde foram encaminhados.

Segundo o JN:

“A decisão tomada pelo Ministério angolano da Administração Interna é entendida, de acordo com alguns cidadãos da comunidade portuguesa, contactados pelo JN, como uma "retaliação administrativa" relativa ao "caso" Mantorras. Segundo as mesmas fontes, o mais "revoltante" é que os portadores de cartas de condução de outras nacionalidades não foram fiscalizados.”
(…)
“Se hoje, às 8 horas, os portugueses não comparecerem no posto de Luanda da Brigada Especial de Trânsito, serão acusados do "crime de desobediência civil””
(…)
“A situação precipitou-se no passado dia 5, quando o futebolista Pedro Mantorras foi mandado parar pela PSP e acabou por passar toda a manhã no tribunal do Seixal, por ter sido apanhado a conduzir com uma carta angolana”

http://jn.sapo.pt/2007/03/12/ultima/caca_a_carta_portuguesa_luanda.html


Lembremos que Mantorras, herói do Sport Lisboa e Benfica não é virgem nestas situações, já falsificou (rasurando com esferográfica) a data de validade do visto no célebre voo da Suíça.

Uma coisa é a Policía Angolana controlar a documentação aleatoriamente, outra muito diferente é esta acção concertada das autoridades angolanas dirigidas a europeus, isto chama-se XENOFOBIA (por serem “portugueses”) e RACISMO (por serem brancos).

Angola nisso parece estar muito melhor Portugal, já que Portugal é uma pátria multirracial que pretendeu e continua a pretender miscegenar a sua população, ao passo que Angola parece mostrar um pouco de orgulho étnico.
Em Angola a RAÇA consta dos bilhetes de identidade, não é como na “pátria” portuguesa pseudo-lusitana onde “somos todos iguais”, e onde valorizam muito a “língua”, considerando os africanos “nossos irmãos”.
Isto ocorre com todos aqueles que consideram que a Nação é uma realidade própria gerada através da lingua, dos costumes e da História. Para estes, nesse sentido histórico e linguístico as nossas fronteiras não estão na Europa mas alargam-se pelo atlântico sul e estendem-se até onde chega a CPLP. Afinal de contas só em 1975 é que Portugal ficou limitado a fronteiras europeias (esquecendo Macau, Açores e Madeira que dificilmente podem ser consideradas geograficamente europeias).

São as consequências de séculos dum nacionalismo histórico português baseado unicamente numa ideia de pátria ligada à língua, ao cristianismo e às conquistas territoriais.

Os africanos são povos errantes e sem pátria, muitos deles não reconhecem as fronteiras traçadas a régua e esquadro pelos europeus. No entanto isso traz-lhes uma vantagem, a sua força identificadora é a étnica. A força estrutural da etnia sobrepõem-se ao tecido da cultura e ambas a qualquer projecto de intenções da politica, nomeadamente os que sempre buscam e buscaram a consolidação de estados pluri-etnicos ou pluriculturais dentro das fronteiras herdadas.

Quinta-feira, Março 08, 2007

Deixem guiar o Mantorras!

Terça-feira, Março 06, 2007

Povo e fronteira

Relatos dum escrivão na contagem de moradores e delimitação do território português, ano 1531.

“Ruivães é aldeia mistiga de Galiza e Portugal, que vivem misturados Galegos e Portugueses, us mitidos por outros e nam há certa divisão entre us nem outros.
E quando estes fazem casa nova pergunta é se a fazem por de Portugal se por de Galiza; e se dizem que por de Portugal são-no, e se de Galiza também; E hoje são todos galegos e amanha portugueses.”

“E os portugueses estão mitidos por Galiza nos ditos lugares, e os galegos em Portugal, e uas casas são de Galegos e outras de Portugueses, e não tem certa divisão entre us e outros. E já a estas duas aldeas místicas, por mandado dos Reis de Portugal e Galiza, foram corregedores e justiças para as repartirem, e estiveram sobre isso muitos dias e tempos, e não as puderam divisar, e passaram sentenças que estivessem assim como sempre estiveram”


Em Ruivães, Santiago e Meãos ainda em 1518 os conflitos institucionais continuavam muito vivos. Os licenciados Antoneo Correa (portugues) e Escalante (castelhano) confrontaram-se com as dificuldades das jurisdições senhoriais do Duque de Bragança (que eram quem mandava realmente em grande parte do Norte de Portugal, poder esse que era temido pelo rei) e do galego conde D. Fernando de Andrade. Os magistrados, incapazes de julgar, procuraram disfarçar uma retirada, deixando a decisão para as autoridades locais.
Estas gentes, viviam (e ainda vivem) em fortes comunidades, longe da construção da ficção jurídica do estado.
Não podendo marcar uma fronteira, os magistrados confirmaram o costume antigo

“Que pacem e cortem e bebam uns com os outros juntamente como sempre usaram”

Os magistrados régios tiveram de arranjar maneira de decidir, não decidindo.
Claro que tão simpáticas decisões devem-se ao isolamento das populações do Norte de Portugal e da Galiza, longe dos circuitos comerciais, e com uma agreste disposição do relevo que não permitia fluxos regulares e volumosos de mercadorias. Daí a marginalidade consentida a estas populações para que continuassem mantendo antigas praticas e velhos costumes.

A fronteira entre o Norte de Portugal e a Galiza não existiu como linha efectiva de delimitação até o estabelecimento dos estado modernos.
O tratado de Alcanices delimitava a fonteira com Castela e a sua prolongação para o sul (Estremadura, Andaluzia) e Portugal, mas não da Galiza e do extremo norte do território português.


Por incrível que isso possa parecer, aldeias como Randim e Tourem não eram nem galegas (espanholas) nem portuguesas, situação que ocorreu até ao século XIX e só foi alterada nos tratados de 1864 e 1926.

Só se traçou a fronteira para que os estados modernos, desejosos de cobrar tributos, pudessem recrutar soldados, e para serem finalmente capazes de negociar e cartografar uma delimitação até então inexistente. Uma fronteira que partiu aldeias pela metade como aconteceu em Rio de Onor (Bragança).

Conhecia-se como “Couto Misto” um território entre Ourense e Chaves, instituído durante a Idade Media, posteriormente vinculado à Casa de Bragança mas não à coroa de Portugal nem à de Castela. Este território estava isento de impostos, e não fornecia soldados nem a um reino nem a outro até ao tratado de Lisboa em 1864.
Para além disso, cada habitante do Couto elegia livremente a nacionalidade espanhola ou portuguesa. A partir do Tratado, que entrou em vigor em 1868, os seus domínios passaram para a soberania da Espanha.

Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

Silva Peneda

José Silva Peneda escreveu um interessante artigo no JN de 19 de Fevereiro de 2007.

Os últimos dados acabados de publicar pelo INE são claros. O Norte é a região onde a economia menos cresce e onde o desemprego mais aumenta. No final do ano passado, o Norte atingiu o valor mais alto de que há memória da taxa de desemprego, 9,7%, que é também o valor mais alto do país. O Norte não mostra capacidade para aguentar a pedalada das outras regiões do país, pois até o Alentejo já se apresenta com mais força.
(…)
Em primeiro lugar, há que reconhecer que o Norte não está em condições de competir.
(…)
O problema é, assim, de saber se o objectivo é voltar a tornar o Norte competitivo ou, como alternativa, deixar andar.
A questão é, por isso, política.
Estou convencido de que se o Norte tivesse meios para poder resolver e decidir coisas que Lisboa não tem tempo, sequer para perceber, tudo seria diferente.
Hoje, já não acredito que Lisboa, qualquer que seja o Governo, possa apresentar soluções para um problema
(…)
Basta ver os grandes investimentos públicos listados na página 102 do QREN, a submeter a Bruxelas até 2013, que totalizam um investimento de mais de 13 mil milhões de euros.
Ao Norte apenas caberá 4,6% desse montante, ou seja, cerca de 600 milhões euros, que serão distribuídos por três projectos IP4 Vila Real-Quintanilha, plataforma logística de Leixões e IC 35 - Penafiel Entre-os-Rios!
São estes e só estes os três grandes projectos a realizar no Norte do país nos próximos sete anos.
Estamos perante uma flagrante injustiça, que revela uma enorme insensibilidade política e social perante toda uma região, mas o mais grave é ter de constatar que se trata da prova provada que Lisboa nem sequer entende que, dado o peso populacional do Norte, se este estiver bem, o país estará melhor.
(…)



Quem quiser ler a totalidade do texto poderá faze-lo em :
http://jn.sapo.pt/2007/02/19/opiniao/a_politica_norte.html

Comentando agora o que Silva Peneda escreveu, tenho a dizer que estes números (a serem verdadeiros) são escandalosos, mas não são surpreendentes.
No “norte” reside mais de 37% da população portuguesa, é a região mais miserável, no entanto o governo apenas investirá no “norte” 4,6%.
Investir 4,6% numa região onde reside 37% da população diz tudo.

Passo agora para o fim do texto de Silva Peneda:

Mas não é possível mobilizar ninguém de uma região quando, à partida, se assiste a uma tão cruel, injusta e revoltante repartição do investimento público.
Por isso, repito, a questão é política.


De facto, a questão é politica, MAS o partido de Silva Peneda é O principal responsável pela situação actual, todos sabemos que o PSD é capaz de tudo para evitar a regionalização.
O que fará então Silva Peneda?
Será que irá demitir-se do PSD?
Claro que não, afinal de contas o cargo de deputado europeu é um bom "tacho".

Domingo, Fevereiro 11, 2007

Referendo

Analisando os resultados do referendo sobre o Aborto, verificamos que os resultados a “norte” foram opostos aos resultados do “centro e do sul”.

Alguns ingénuos insistem frequentemente em falar nas diferenças litoral/interior, sem dúvida que existem diferenças entre o litoral e o interior, mas do ponto de vista étnico e cultural as diferenças são entre um “norte” e um “sul”.

Peguemos então em dois distritos do interior, Vila Real e Portalegre.

Em Vila Real ganhou o Não com 62% dos votos, o Sim teve 38% dos votos.
Em Portalegre ganhou o Sim com 74% dos votos, o Não teve 26% dos votos.

Analisando todos os distritos a norte de Coimbra chegamos à seguinte conclusão:
O Não venceu nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Braga, Viana do Castelo, Aveiro, Guarda.

No centro-sul e no sul o Sim ganhou por larguíssima margem em TODOS os distritos.
Em Setúbal o Sim ganhou com 82% dos votos.
Em Beja o Sim ganhou com 84% dos votos.

Factores culturais ligados às crenças e valores influenciam de forma decisiva a votação num referendo como o do Aborto, e aqui a dualidade norte/sul em Portugal é por demais óbvia, o que não quer dizer que não existam defensores do sim e do não em ambas as latitudes.

Na prática, será imposta uma lei à população Minhota, lei essa com a qual a população Minhota manifestamente não concorda, como ficou expresso claramente nas urnas.
Como o Centro-sul no seu todo tem uma população superior à do "Norte", e como de certa forma as crenças e valores lisboetas acabam por ser impostas ao restante território como se duma espécie de “valores nacionais” se tratassem, o futuro do “Norte” é bastante negro, não tenhamos dúvidas disso.
Hoje foi o nosso modelo de sociedade patriarcal Calaico-Duriense que foi derrotado.
É fulcral que a nossa população se aperceba disso.

A curto/médio prazo teremos um novo referendo sobre a regionalização, e é para esse combate que temos que nos preparar desde já.
Nesse referendo que se avizinha, o nosso adversário não é “Lisboa” nem o “sul”, os nossos adversários serão o CDS-PP e o PSD, o que dificultará o combate, já que esses partidos têm uma implantação forte aqui na Calécia e não hesitarão certamente em intoxicar as nossas populações tal como o fizeram no passado.

Sábado, Janeiro 13, 2007

O Êxodo continua

Nos últimos três anos, o concelho de Marco de Canaveses viu partir, para Espanha, perto de oito mil trabalhadores da construção civil, com idades entre os 30 e os 45 anos, ou seja, mais de metade da população activa masculina.

De acordo com o Sindicato da Construção do Norte, que possui 35 mil associados, é a força de trabalho oriunda dos concelhos do distrito do Porto que garante, neste momento, a execução de uma série de obras em Espanha. Albano Ribeiro acrescenta que, nestes três anos, Gaia terá visto partir 5500 trabalhadores da construção civil, Matosinhos ficou sem 4600, Paredes perdeu mais de 4000 e Penafiel 3500. Quantos aos trabalhadores que diariamente deixam o Minho em direcção à Galiza, Albano Ribeiro prefere nem falar "São aos milhares".

http://jn.sapo.pt/2007/01/12/primeiro_plano/milhares_operarios_marco_canaveses_p.html

O aumento do número de portugueses que procuram trabalho em Espanha tem sido tão intenso que, ontem, o Sindicato da Construção do Norte, com o apoio da Câmara do Marco de Canavezes, lançou uma campanha de sensibilização para a mobilidade e segurança dos operários da construção civil. "Queremos afixar cartazes elucidativos na fronteira e em vários concelhos da zona Norte do país".

É de certa forma compreensível que exista um êxodo na região mais pobre da Europa Ocidental, ainda por cima quando estamos tão próximos dum pais muito mais rico como é a Espanha, o que já não é normal é que a nossa população, que é “forçada” a emigrar à séculos, vote e continue a preferir a manutenção do modelo ultra-centralista do estado português. Se não existisse a mobilidade e até a protecção social que existe na União Europeia certamente que a população da Calécia teria que acordar para a vida, mas na situação actual a solução mais "fácil" é receber subsídios ou emigrar. Até quando?

Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Brasileiros continuam a matar

Um homem de 55 anos, proprietário de uma ourivesaria em Bajouca, Leiria, foi ontem esfaqueado e baleado até à morte, no interior do seu estabelecimento por um casal de brasileiros.

http://www.asbeiras.pt/?area=destaque&numero=37291&ed=11012007

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=227157&idselect=10&idCanal=10&p=200

Segundo o Correio da Manha, hà dois anos a vitima dos brasileiros tinha afugentado à vassourada um grupo de etnia cigana que se preparava para assaltar a retrosaria da vizinha. “Esqueceu-se” foi que os mestiços brasileiros são muito piores que os ciganos, desta vez levou um tiro numa perna, outro num pulmão, e foi esfaqueado, com três golpes no abdómen.
Manuel Rolo saiu da ourivesaria para pedir socorro. “Ó Lígia, ajuda-me!”, implorou para a vizinha, com as mãos ensanguentadas, agarradas à barriga.
A população da aldeia descreve os assaltantes como um “casalinho escuro”.


Entretanto, na edição de hoje do JN é também anunciado que foram capturados os responsáveis por uma onda de assaltos a ourives aqui na Calécia, no grupo de assaltantes constavam 3 brasileiros. Pelos vistos os brasileiros não só matam e assaltam como também tratam de ensinar a sua "arte" aos criminosos europeus.

O Brasil é um país extremamente violento, onde os bancos e as ourivesarias estão bem protegidos, e onde os proprietários e funcionários dessas instituições estão armados até aos dentes. Claro que para estes Brasileiros é muito fácil roubar e matar leirienses, em Leiria não existem sistemas de segurança e vigilância tão apertados como naquele país de mestiços, na Europa a actividade destes brasileiros está bastante facilitada.

Podemos dizer que a culpa principal nem é dos brasileiros, mas sim de quem lhes abre as portas, e quem lhes abre as portas é Portugal.

Muitos brasileiros têm a lata de dizer que querem vir para a Europa porque o Brasil é demasiado violento, "esquecem-se" é que se os brasileiros vierem para a Europa então a Europa ficará tão ou mais violenta que o Brasil.

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Humor Espanhol




Cartoon publicado no Jornal ABC.

Como é fácil de perceber, até pela natureza irónica do Cartoon, o Jornal ABC é de Madrid.

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Congresso Transfronteiriço de Cultura Celta

A Câmara Municipal de Ponte da Barca vai organizar amanhã, dia 25 de Novembro, o Congresso Transfronteiriço de Cultura Celta.

"Nas aldeias mais serranas de Ponte da Barca há indícios muito fortes da cultura celta, como o culto do sol, da água e do vento, mas este património tem sido descurado", disse na apresentação do congresso, a coordenadora científica deste e professora da Faculdade de Filosofia de Braga, Fátima Lobo.

O Congresso, que contará com a presença de diversos especialistas portugueses e espanhóis, decorre no Auditório da Epralima e irá abordar temas como as origens da cultura celta na Península Ibérica, a sua a iconografia, mitos e símbolos, as crenças e rituais no Noroeste Penínsular. Do programa constam, entre outras, participações de nomes como Ramon Sainero (Director do Instituto de Estudos Celtas de Espanha), Andreia Martins, Martin Almagro Gorbea, José Augusto Maia Marques, Fernando Alonso Romero da Universidade de Santiago de Compostela e Fátima Lobo da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa.

Este evento, que tem o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, da Comunidade Territorial do Lima Limia, da Deputación de Ourense e do Inorde, é o segundo a ser realizado (o primeiro teve lugar na cidade de Ferrol em 1997) e pretende sobretudo promover a discussão alargada sobre a celtização da região noroeste da Península Ibérica.

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Mantorras





"Quando fui aquecer os adeptos do Porto chamaram-me preto”

E por acaso os adeptos do Porto disseram alguma mentira?

Se o herói benfiquista chora por causa disso, então o problema está nele, não está nos brancos do Porto.

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Resistência

Os mouros (berberes) saíram da Galécia ainda antes de 740 por causa da guerra contra os arabes e como se comprova nas crónicas da época logo no início do reinado do I rei das Astúrias já toda a Galécia estava livre de mouros.
Não existia na época, nem de perto nem de longe qualquer ideia de reconquista, que surgiu muitos séculos mais tarde.

Nessa época anterior à presuria de Vimara Peres em 868, os territorios da Galécia Bracarense estavam entregues a pequenos poderes locais e não existia um controle administrativo e fiscal, tal situação conduziu a um isolamento das comunidades, a uma ruralização.

Também é verdade que o vali de Africa e os chefes arabes e sírios estivam muito mais interessados no sul da península do que nas selvagens montanhas do noroeste, habitadas por uma população hostil que não permitia aos muçulmanos sequer pretender instalar aqui um sistema fiscal e administrativo minimamente eficaz, na Galécia até a débil presença militar dos berberes desapareceu por completo em 739.

É um facto comprovado por crónicas cristãs e arabes, em 739 as guarnições berberes da Galecia revoltaram-se contra os arabes e os sírios precisamente por estarem numa região hostil, abandonaram as suas fortalezas rumo ao sul e não voltaram. Isto precedeu até a vinda do primeiro rei das Astúrias Afonso I ao Porto,Chaves, Braga e Entre-os-Rios. A primeira crónica Asturiana celebrou-as como estrondosas conquistas, mas por um lado ainda bem que o fizeram, porque assim ficou perfeitamente datada e referiu também a eliminação física de todos os mouros que encontrassem por estas paragens.
A “conquista” de Afonso I contribuiu ainda mais do que os acontecimentos anteriores para desmantelar todo o sistema de administração territorial, militar e civil que porventura ainda existisse.
Levando esta crónica à letra, ela também refere que parte da nossa população emigrou para as Astúrias, para zonas já hierarquizadas pelo rei, no entanto esta emigração ocorreu principalmente no Douro Leonês e não no actual Norte de Portugal.
Abandonada pelos chefes militares e administrativos, desagregaram-se os vínculos que integravam as cidades da Galécia numa rede, aumentando ainda mais a tendência para a ruralização.

Assim, antes da presuria do Porto, entre o território efectivamente dominado pelo rei das Astúrias e o território efectivamente ocupado pelas tropas muçulmanas havia um extenso território desorganizado.
Os nossos antepassados tiveram de encontrar os seus próprios recursos para a subsistência e para a defesa.
Desprovidas dos antigos chefes, as nossas comunidades rurais desenvolveram vínculos de sociedade parental e regressaram muitas vezes a praticas arcaicas de subsistência, tendo reaparecido até antigos hábitos de depradação e de rivalidade entre os nossos povoados, a necessidade de procurar lugares mais facilmente defensáveis levou até à reocupação de velhos castros dos montes que tinham sido abandonados com a romanização.
Assim, a desagregação administrativa e a ausência de autoridades estáveis provocou o aparecimento generalizado de fenómenos de regressão, e mesmo a ressurgência de arcaicos modos de vida tribais.
É pouco conhecido entre nós, mas é necessário sublinhar a quantidade anormalmente elevada de topónimos de origem germânica em Entre Douro e Minho referidos já nos anos 30 pelo filolofo alemão Joseph Piel, que mantiveram até hoje a onomástica germânica.

Repito, a crónica de Afonso III refere o extermínio de todos os mouros encontrados a norte do Douro. Esta crónica refere também inúmeras revoltas de “galegos” e de combates situados na Galécia.
A elevada frequência destas revoltas e combates de “galegos” que se mencionam durante os reinados de Fruela I (757-768) , Afonso III, etc, mostra a efectiva resistência local a acções de ocupação de um território que tinha as suas próprias forças e no qual existiam chefes que durante dezenas de anos não dependeram de ninguém.
De resto a primeira daquelas revoltas no reinado de Fruela I atribui-se na crónica aos “gallaecie populos”.
Por outro lado a existência de potentados locais é referida por duas vezes no reinado de Ramiro I (842-850). O próprio Afonso III é privado do trono pelas tropas do conde Froila da Galiza e tem grande dificuldade em vence-lo.

Em relação aos mouros do “Portugal islâmico” correspondente aos territórios da antiga Lusitania, esses atacaram-nos novamente em 791, 808, 825, 838, 840 e 841 na maior parte das vezes como resposta às nossas pilhagens ao Gharb Al Andaluz, precisamente para evitar os constantes ataques e pilhagens aos territórios da actual Beira, al-Hakam I e ‘Abd al-Rahmān II fazem uma tentativa clara de fixar no Douro a fronteira norte definitiva do Garb al-Ândalus.

Este regresso a um estado mais arcaico na área bracarense era muito influenciado por uma minoria de guerreiros germânicos , depois destes terem assimilado muitos elementos da cultura indígena e de se terem aliado, pelo sangue, à população local.

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

Vlaams Belang

Os resultados cada vez mais espectaculares deste partido separatista colocaram-no à frente dos seus congéneres europeus. O seu líder, Filip Dewinter, diz claramente:

"nós estamos na dianteira de uma mensagem política clara: eles têm que ter em conta os interesses da maioria silenciosa dos autóctones europeus, que sofrem com o aumento da imigração ilegal, com o aumento da criminalidade e com o politicamente correcto", afirma.”

O Vlaams Belang reivindica abertamente a independência da Flandres. Uma questão que coloca enormes problemas à unidade da Bélgica e que irrita profundamente todos os patrioteiros e defensores das pátrias multi-etnicas, obviamente todos os partidos desde a direita até à esquerda unem-se para impedir o Vlaams Belang de governar na Flandres.

Alguns ignorantes na imprensa falam em “nacionalistas belgas”, ora o Vlaams Belang não é um partido nacionalista belga, se dependesse do Vlaams Belang a unidade do estado Belga acabaria hoje.

Claro que toda a imprensa, seja ela Flamenga ou não, é hostil ao Vlaams Belang.

Quando dizemos que o Vlaams Belang obteve 33,5% dos votos em Antuérpia, temos que ter em conta que foram regularizados milhares e milhares de imigrantes, e que os imigrantes e os belgas de origem extra-europeia foram autorizados a votar, e obviamente não votaram no Vlaams Belang.

Dewinter denunciou hoje essa operação :

"immigrants got the right to vote, that had an influence."

Quando o Vlaams Belang estiver próximo dos 50% certamente os patriotas belgas irão legalizarar mais umas centenas de milhares de imigrantes, concedendo-lhes como é obvio o direito a voto, os desesperados patriotas belgas não hesitam em recorrer a estes expedientes, afinal de contas é o própria existência da Bélgica que está em jogo.

O objectivo deste partido separatista é claro, criar um estado flamengo branco, defendendo a expulsão de todos os imigrantes não-europeus. Claro que tal ousadia já lhe custou bem caro, afinal de contas ainda recentemente o partido foi forçado a mudar de nome por ter sido condenado por racismo num tribunal belga.

Há muitos anos que os midia tentam boicotar declaradamente o Vlaams Belang, tentando a todo o custo defender a continuação da Belgica, o que só conseguem travando o avanço da “extrema-direita”.



Nesta imagem podemos ver um grupo de belgas a manifestarem-se contra o Vlaams Belang. Por enquanto estes Belgas podem estar descansados, o separatismo étnico ainda não triunfou.

Sexta-feira, Setembro 15, 2006

Garrano, o cavalo da Callaecia

O Garrano provem duma raça muito antiga presente na Callaecia (Norte de Portugal e Galiza) desde a pré história, como se pode ver nas pinturas da era Paleolítica. Estes cavalos, depois cruzados com os pequenos cavalos dos Celtas, evoluiram para o cavalo do tipo Celta tal como o conhecemos hoje, com uma cabeça de perfil recto ou côncavo, pequeno, bem adaptado às zonas frias e húmidas das montanhas. O Garrano, propriamente dito, é a mais antiga raça por entre as raças irmãs celtas do Norte da Península Ibérica, nomeadamente o Cavalo do Monte da Galiza, o Asturcón das Astúrias ou o Potrok Basco.

A palavra garrano deriva da raiz indo-europeia "gher", que significa "baixo, pequeno" e que originou a palavra "guerran", a palavra Galesa que significa cavalo. Na Inglaterra usa-se a palavra pónei; na Irlanda "gearron"; na Escócia "garron" e em Portugal ‘garrano’.

O meio em que vivem os garranos é realmente especial. No Geres ainda crescem fetos gigantes (2 metros de altura), iguais aos que se vêem nos fosseis da época glaciar - o único local do planeta onde ainda existem.

Ao contrário do Lusitano esta raça não foi seleccionada pelo homem ( os cavalos Lusitanos da Coudelaria Nacional são o resultado do cruzamento de éguas andaluzes com garanhões árabes) , foi moldada pelo meio ambiente ao longo dos séculos. Os garranos ainda são caçados pelos lobos que vivem a sua vida selvagem na zona montanhosa que vai do noroeste de Portugal até à Galiza.

Em 1993, a Comunidade Europeia e o estado português uniram-se para preservar a raça. A maioria deles vive no Parque Nacional do Peneda - Gerês. Sem duvida que a raça está ameaçada. Nas últimas décadas os criadores começaram a libertar no monte outras raças de cavalos. O resultado foi inevitável - os garranos puros começaram a rarear.

Uma vez por ano alguns dos poldros são capturados e vendidos para vários fins; carne, cavalo de sela e atrelagem uma vez que já não são utilizados para a agricultura. O cruzamento com outras raças não é bem visto de forma a poder-se manter o seu património genético.

Todos os garranos são submetidos a testes de DNA à nascença para assegurar a sua ascendência, antes de serem registados nos Livros de Origens.

Nos locais onde podem ser encontrados os exemplares mais puros (regiões montanhosas do Alto Minho, Trás-os-Montes e Galiza), criados em regime de liberdade e num estado semi-selvagem, verifica-se uma perfeita concordância da sua morfologia com a caracterização da raça.

Durante milénios, o Garrano prestou um serviço inestimável às populações rurais do Norte de Portugal.
Com o desenvolvimento dos meios de transporte, vias de comunicação e máquinas agrícolas, a importância e o peso do Garrano diminuiu bastante. Contudo, na sua região de origem, ele continua a ser utilizado em tarefas agrícolas pelo facto da propriedade rústica ser de pequena dimensão e possuir um declive acentuado.

Se estiverem interessados, poderão ver manadas em liberdade na Serra do Gerês mais propriamente em Cabril. Actualmente estão registados cerca de dois mil indivíduos - 1500 adultos e 500 poldros - dispersos por dezassete concelhos nas províncias do Minho e Trás-os-Montes.

Principais Fontes:

http://www.equisport.pt/gca/index.php?id=86

http://www.ecotura.com/Garranos.htm

Já agora deixo aqui também um interessante link galego, onde ironizam com a tentativa Salazarista de misturar Garranos com outros cavalos portugueses de pureza mais do que duvidosa, quando na própria Serra do Xurez (parte do Geres que pertence a Espanha) existiam garranos com um grau de pureza elevada.

Com tais politicas, e apesar de ser um cavalo celta, grande parte dos garranos estará já contaminado com sangue árabe ou ibérico. Será que ainda é possível preservar uma elite de garranos puros?

http://www.agal-gz.org/modules.php?name=News&file=article&sid=2353

Sábado, Setembro 09, 2006

Feira Medieval de Santarém

No passado fim-de-semana realizou-se um festival em Santarém, para além duma exposição intitulada "Santarém e o Magreb - Encontro Secular"

Segundo o jornal o Mirante:

A história de Santarém tem forte influência do Magreb e há anos que se tentava realizar algo que o assinalasse. “Foram quatro séculos em que tivemos sob influência árabe, que depois permaneceu, porque após a conquista de Santarém por D. Afonso Henriques, os mouros foram para a mouraria e ficaram cá a viver”, recorda Nuno Domingos.”

Não posso falar da feira em si, muito menos da exposição porque não as visitei, parece que agora está moda realizarem-se feiras medievais, algumas com um rigor historico duvidoso.

De facto o conflito entre Moçarabes e Mouros propriamente ditos em Shantarin praticamente nunca existiu, os conflitos mais relevantes ocorreram com o invasor portucalense. Também é verdade que não podemos confundir as conquistas de territorios aos mouros com a sua expulsão.

Não vou aqui comentar a vida dessas cidades do Al-Andaluz, e talvez tenha sido essa a intenção da feira medieval, aqui farei apenas um breve resumo histórico da presença e da primeira tentativa de dominio Portucalense naqueles territorios hostis.

Na realidade, ainda antes de Afonso Henriques nascer, Santarém foi controlada pelos Portucalenses em 1093, mas aí os portucalenses assumiram o controlo de Santarém porque se aproveitaram duma luta interna entre a Taifa de Badajoz e os Almoravidas.

Em teoria Lisboa também esteve sob controle Portucalense em 1093, no entanto obviamente foi mais fácil para os Almoravidas “conquistar” Lisboa do que beber um copo de agua, era literalmente impossível a Raimundo e aos Portucalenses controlar uma cidade com tantos mouros como Lisboa, mesmo mais tarde isso só foi possível com o apoio dos cruzados.

Em 1094 Gelmirez era o Chanceler do Conde de Portucale e acompanhou-o pessoalmente numa expedição militar até perto de Lisboa, e só por muito pouco se salvaram da morte devido à pesadíssima derrota que sofreram contra os mouros da região de Lisboa.

Tal derrota sofrida por Raimundo trouxe em 1095 o rei de Leão, Afonso VI à fronteira meridional do Condado Portucalense e concedeu foral a Santarém para encorajar os cavaleiros portucalenses a defenderem a cidade, porque Afonso VI tinha perfeita consciência que Santarém estava demasiado exposta aos ataques dos Almoravidas de Lisboa.

Para além disso o rei de Leão nomeou Soeiro Mendes da Maia para governador militar da fronteira, e Soeiro Mendes da Maia era na altura o mais poderoso dos senhores portucalenses, e o certo é que de forma surpreendente esses portucalenses conseguiram aguentar Santarém durante algum tempo, apesar da distância que separava Santarém de Portucale e da proximidade de Santarém com Lisboa.

Essa resistência portucalense num território já tão distante acabou em 25 de Maio de 1111 quando o exército comandado por Ben Abu Bakr ao serviço do Emir de Marrocos reconquistou a cidade de Santarém para os mouros.